Você senta para estudar, abre o material e, poucos minutos depois, já está olhando o celular? Ou passa horas lendo, mas sente que não consegue memorizar quase nada?
Se isso acontece com frequência, é natural procurar o que tomar para melhorar a concentração nos estudos.
Café, vitaminas, suplementos e até medicamentos costumam aparecer entre as alternativas mais pesquisadas. Mas será que todos realmente ajudam a manter o foco?
A resposta depende do motivo da dificuldade de concentração.
Dormir pouco, sentir ansiedade, enfrentar uma rotina estressante ou apresentar alguma condição de saúde pode afetar a atenção. Nesses casos, simplesmente consumir um produto estimulante nem sempre resolve o problema.
Ao mesmo tempo, a ciência investiga novas possibilidades terapêuticas, incluindo o potencial da cannabis medicinal em condições que podem afetar o bem-estar e o funcionamento cognitivo.
Neste artigo, você vai descobrir o que pode ajudar na concentração para estudar, quais suplementos merecem atenção, os riscos da automedicação e o que as pesquisas mostram sobre o canabidiol (CBD).
O que tomar para melhorar a concentração nos estudos?
Não existe uma bebida, vitamina ou medicamento que melhore a concentração de todas as pessoas.
Algumas opções podem ajudar em situações específicas, enquanto outras não apresentam benefícios comprovados para estudantes saudáveis.
Veja um resumo:
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Opção |
Pode ajudar? |
Principal cuidado |
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Água |
Ajuda a manter a hidratação adequada |
Não funciona como estimulante |
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Café |
Pode aumentar temporariamente o estado de alerta |
Excesso pode provocar ansiedade e insônia |
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Chá com cafeína |
Pode favorecer a atenção por curto período |
Também contém cafeína |
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Vitaminas |
Podem ajudar quando existe deficiência nutricional |
Suplementar sem necessidade não garante mais foco |
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Ômega-3 |
Importante para a saúde, mas com resultados inconsistentes para atenção |
Não é solução comprovada para dificuldade de concentração |
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Medicamentos para TDAH |
Podem ajudar pessoas com indicação clínica |
Exigem diagnóstico, prescrição e acompanhamento |
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Cannabis medicinal |
Alternativa promissora em investigação para condições específicas |
CBD não tem eficácia estabelecida para melhorar o foco de estudantes saudáveis |
O mais importante é compreender por que a concentração está prejudicada antes de escolher qualquer substância.
1. Água: a hidratação pode influenciar a atenção?
Sim. Manter uma hidratação adequada é importante para o funcionamento do organismo, inclusive durante atividades que exigem esforço mental.
A desidratação pode contribuir para sintomas como cansaço, dor de cabeça e dificuldade para manter a atenção.
Isso não significa que beber grandes quantidades de água aumentará a inteligência ou a memória.
O objetivo é evitar que a falta de líquidos prejudique o bem-estar e o desempenho.
Dica prática: deixe uma garrafa de água por perto e mantenha a hidratação ao longo do dia, respeitando suas necessidades individuais.
2. Café ajuda a melhorar a concentração nos estudos?
A cafeína é uma das substâncias mais conhecidas por seus efeitos sobre o estado de alerta.
Ela atua no sistema nervoso central e pode reduzir temporariamente a sensação de sonolência.
Por isso, uma quantidade moderada de café pode ajudar alguns adultos a se sentirem mais despertos durante uma sessão de estudos.
Entretanto, estar mais acordado não significa necessariamente aprender melhor.
O excesso de cafeína pode provocar:
- Ansiedade;
- Agitação;
- Palpitações;
- Tremores;
- Desconforto gastrointestinal;
- Dificuldade para dormir.
Segundo a Food and Drug Administration (FDA), até 400 mg de cafeína por dia geralmente não estão associados a efeitos negativos para a maioria dos adultos saudáveis.
Esse valor não é uma recomendação de consumo e não se aplica igualmente a adolescentes, gestantes ou pessoas com determinadas condições de saúde.
Além disso, tomar café à noite para estudar pode comprometer o sono e prejudicar o aprendizado no dia seguinte.
3. Chá-verde ou chá-preto ajudam a estudar?
Chás como o verde e o preto contêm cafeína, embora a quantidade varie conforme o preparo.
Assim como o café, podem proporcionar um aumento temporário do estado de alerta.
O chá também contém outros compostos, como a L-teanina, investigada por seus possíveis efeitos sobre atenção e relaxamento.
Entretanto, os resultados de estudos com combinações de cafeína e L-teanina não devem ser automaticamente atribuídos a qualquer xícara de chá.
Também não existe garantia de melhora da memória ou do rendimento acadêmico.
Pessoas sensíveis à cafeína devem observar possíveis efeitos sobre ansiedade e sono.
4. Quais vitaminas ajudam na concentração e na memória?
Vitaminas e minerais participam de processos essenciais para o funcionamento do organismo.
Deficiências nutricionais podem contribuir para cansaço, alterações neurológicas e dificuldades cognitivas.
Entre os nutrientes que podem ser avaliados conforme o quadro clínico estão:
- Vitamina B12;
- Ferro;
- Folato;
- Outros nutrientes, quando houver suspeita de deficiência.
Mas existe uma diferença entre corrigir uma deficiência e tomar suplementos sem necessidade.
Se uma pessoa apresenta deficiência de vitamina B12, por exemplo, o tratamento adequado pode melhorar sintomas relacionados a essa condição.
Isso não significa que tomar doses extras de B12 melhore a concentração de quem já possui níveis adequados.
A suplementação deve ser orientada de acordo com a avaliação clínica.
5. Ômega-3 melhora o foco nos estudos?
O ômega-3 é um grupo de ácidos graxos importante para diferentes funções do organismo.
Por participar da composição de estruturas celulares, incluindo membranas neuronais, ele desperta interesse em pesquisas sobre saúde cerebral.
Entretanto, os estudos sobre suplementação de ômega-3 e atenção apresentam resultados inconsistentes.
Segundo o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH), as evidências disponíveis não demonstram de maneira consistente melhora dos sintomas de TDAH com suplementação de ácidos graxos poli-insaturados.
Além disso, resultados de estudos sobre TDAH não devem ser extrapolados para estudantes sem esse diagnóstico.
Consumir uma alimentação equilibrada continua sendo importante, mas o ômega-3 não deve ser apresentado como uma solução comprovada para aumentar a concentração.
6. Existe remédio para melhorar a concentração nos estudos?
Existem medicamentos utilizados no tratamento de condições que afetam a atenção, como o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
Entretanto, esses medicamentos não são indicados simplesmente porque alguém deseja estudar por mais horas.
O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento que pode envolver dificuldades persistentes de atenção, organização, controle de impulsos e gerenciamento de tarefas.
Segundo o National Institute of Mental Health (NIMH), seu diagnóstico exige uma avaliação abrangente.
Medicamentos prescritos para TDAH podem fazer parte do tratamento de pessoas com indicação clínica.
Porém, utilizá-los sem prescrição pode provocar efeitos adversos e expor o usuário a riscos desnecessários.
Não é recomendado utilizar medicamentos de outras pessoas ou buscar estimulantes por conta própria para melhorar o desempenho em provas.
Se a dificuldade de concentração é persistente, uma avaliação profissional pode ajudar a identificar sua causa.
7. Cannabis medicinal pode ajudar na concentração e na memória?
A cannabis medicinal tem despertado crescente interesse científico por seu potencial terapêutico em diferentes condições de saúde.
Entre os compostos estudados está o canabidiol (CBD), um canabinoide que não apresenta o mesmo perfil de efeitos intoxicantes do THC.
Pesquisadores investigam sua ação em processos relacionados à ansiedade, ao sono e ao funcionamento cerebral.
Essas áreas são relevantes porque o bem-estar emocional e a qualidade do descanso podem influenciar a capacidade de estudar.
Entretanto, é importante distinguir duas perguntas:
O CBD pode ter potencial terapêutico em determinadas condições de saúde?
Sim. Existem aplicações clínicas específicas com evidências estabelecidas e outras áreas promissoras em investigação.
O CBD melhora diretamente a concentração de estudantes saudáveis?
Até o momento, não existem evidências clínicas suficientes para afirmar isso.
Essa diferença é essencial para compreender o potencial da cannabis medicinal sem criar expectativas irreais.
Para conhecer melhor o composto, confira o guia da Vikura sobre o que é CBD e como ele funciona no organismo.
O que os estudos científicos dizem sobre CBD e concentração?
Uma revisão científica publicada em 2025 na revista Behavioural Pharmacology analisou ensaios clínicos randomizados sobre os efeitos do canabidiol na cognição humana.
Os pesquisadores avaliaram estudos envolvendo pessoas saudáveis e participantes com diferentes condições clínicas.
A revisão identificou resultados variados e destacou que os efeitos do CBD sobre funções cognitivas ainda não estão completamente esclarecidos.
Isso significa que existe interesse científico legítimo, mas não uma comprovação de melhora generalizada da atenção ou da memória.
O estudo está disponível no PubMed.
Um estudo com universitários encontrou resultados mistos
Um ensaio clínico publicado em 2023 avaliou os efeitos de uma administração única de CBD em 40 adultos saudáveis, incluindo universitários.
Os participantes receberam CBD ou placebo e realizaram testes de atenção, velocidade de resposta e outras funções.
A maioria dos resultados foi semelhante entre os grupos.
Em uma das medidas, o grupo que recebeu CBD apresentou maior duração de lapsos de atenção. Em outra, houve uma pequena melhora de tempo de reação.
Os pesquisadores concluíram que são necessários estudos maiores para compreender melhor esses efeitos.
Portanto, o estudo não demonstrou que o CBD seja uma substância eficaz para aumentar o rendimento nos estudos.
A pesquisa pode ser consultada no PubMed.
Por que a cannabis medicinal continua sendo uma alternativa promissora?
O potencial da cannabis medicinal não se resume à ideia de estimular o cérebro.
Uma das áreas mais interessantes de investigação envolve condições clínicas que podem afetar indiretamente a capacidade de concentração.
Pessoas que convivem com ansiedade intensa, distúrbios do sono ou determinadas condições neurológicas podem apresentar dificuldades para manter a atenção.
Pesquisadores investigam se canabinoides podem contribuir para o manejo de sintomas em alguns desses contextos.
Entretanto, cada condição exige análise específica.
Um resultado favorável para ansiedade, por exemplo, não significa automaticamente melhora da memória ou da aprendizagem.
Da mesma forma, um produto que provoque sonolência pode prejudicar atividades que exigem atenção.
A cannabis medicinal representa uma possibilidade terapêutica promissora em campos específicos da pesquisa, mas não deve ser utilizada como suplemento para estudar sem indicação clínica.
CBD e ansiedade
O canabidiol vem sendo investigado por seu potencial ansiolítico.
Alguns estudos preliminares encontraram resultados favoráveis em situações específicas, mas ainda existem limitações importantes para estabelecer sua eficácia em diferentes transtornos de ansiedade.
Se a dificuldade de concentração estiver associada a sintomas de ansiedade, o primeiro passo é avaliar essa condição.
CBD e sono
O sono desempenha papel fundamental na atenção e na aprendizagem.
Por isso, pesquisas sobre canabinoides e distúrbios do sono também despertam interesse.
Entretanto, os resultados variam conforme a formulação, a população estudada e o problema de sono investigado.
O CBD não deve ser tratado como solução comprovada para qualquer tipo de insônia.
CBD e TDAH
O TDAH é uma das condições frequentemente associadas a dificuldades de concentração.
Apesar do interesse em terapias complementares, a cannabis medicinal não possui eficácia estabelecida como tratamento para os sintomas centrais do TDAH.
Por isso, não deve substituir intervenções recomendadas sem avaliação profissional.
CBD e THC: qual é a diferença para a atenção?
CBD e THC não possuem os mesmos efeitos.
O THC pode provocar alterações na percepção, na memória de curto prazo, na coordenação e na atenção, especialmente durante a intoxicação.
Já o CBD apresenta um perfil farmacológico diferente, mas isso não significa que seja capaz de neutralizar todos os efeitos do THC.
Por esse motivo, não é correto tratar todos os produtos de cannabis medicinal como equivalentes.
A composição precisa ser considerada na avaliação de riscos e possíveis benefícios.
Leia também o artigo da Vikura sobre CBD, THC e sistema endocanabinoide.
Quais são os cuidados antes de considerar canabidiol?
O CBD pode provocar efeitos adversos, incluindo sonolência, diarreia e alterações de enzimas hepáticas em determinadas circunstâncias.
Também pode interagir com medicamentos.
Para estudantes que precisam de atenção sustentada, a possibilidade de sonolência é especialmente relevante.
Se você já utiliza medicamentos ou está considerando uma avaliação sobre cannabis medicinal, confira o conteúdo da Vikura sobre interações medicamentosas do canabidiol.
A decisão sobre qualquer tratamento deve considerar diagnóstico, evidências científicas, composição do produto e acompanhamento profissional.
Por que não consigo me concentrar para estudar?
Antes de procurar uma substância, vale identificar o que pode estar prejudicando sua atenção.
Entre os fatores possíveis estão:
- Sono insuficiente;
- Ansiedade;
- Estresse;
- Excesso de tarefas;
- Ambiente com muitas distrações;
- Rotina irregular;
- Alimentação inadequada;
- Uso de substâncias;
- Efeitos de medicamentos;
- Condições clínicas que exigem avaliação.
O NIMH destaca que problemas de sono, ansiedade, depressão e outras condições podem provocar sintomas semelhantes aos de desatenção observados no TDAH.
Por isso, dificuldade de concentração não significa automaticamente que uma pessoa tenha TDAH.
Como melhorar a concentração nos estudos sem tomar remédios?
Além de investigar possíveis causas clínicas, algumas estratégias podem ajudar a organizar melhor a rotina.
1. Priorize o sono
Dormir bem é fundamental para o funcionamento cognitivo.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), adultos de 18 a 60 anos geralmente precisam de pelo menos sete horas de sono por noite.
Adolescentes de 13 a 17 anos precisam, em geral, de oito a dez horas.
Estudar durante a madrugada com frequência pode comprometer o descanso necessário para aprender.
2. Estude em blocos de tempo
Dividir o estudo em períodos definidos pode facilitar a organização.
Você pode experimentar sessões de 25 a 50 minutos, seguidas de pequenas pausas, ajustando os intervalos às suas necessidades.
Não existe uma duração única ideal para todas as pessoas.
3. Utilize a recuperação ativa
Em vez de apenas reler o conteúdo, tente responder perguntas sem consultar o material.
Explique o assunto com suas próprias palavras, resolva exercícios e faça revisões periódicas.
Essas estratégias ajudam a verificar o que realmente foi aprendido.
4. Reduza as distrações digitais
Notificações, redes sociais e mudanças frequentes de aplicativo podem interromper a atenção.
Durante os estudos, experimente deixar o celular fora do alcance e utilizar um ambiente com menos estímulos.
5. Faça atividade física regularmente
A prática de exercícios contribui para a saúde física e mental.
Também existem pesquisas sobre seus efeitos em funções cognitivas e sintomas de desatenção.
O benefício não depende de realizar exercícios intensos imediatamente antes de estudar.
O mais importante é encontrar uma atividade adequada à sua condição de saúde e manter regularidade.
6. Organize metas realistas
Uma meta como “estudar matemática a tarde inteira” pode ser difícil de acompanhar.
Prefira objetivos específicos, como resolver determinada quantidade de exercícios ou revisar um capítulo.
Isso facilita perceber o progresso e ajustar o planejamento.
7. Procure ajuda quando necessário
Se a dificuldade de concentração persiste apesar de mudanças na rotina, vale conversar com um profissional.
O objetivo é identificar possíveis causas, não apenas encontrar algo para tomar.
O que evitar para melhorar a concentração?
Algumas práticas podem trazer mais riscos do que benefícios:
- Utilizar medicamentos estimulantes sem prescrição;
- Consumir energéticos em excesso;
- Combinar várias fontes de cafeína sem conhecer a quantidade total;
- Tomar suplementos em doses elevadas sem indicação;
- Reduzir sistematicamente as horas de sono;
- Utilizar cannabis ou outros produtos para tentar melhorar o desempenho acadêmico sem avaliação clínica.
Produtos divulgados como “naturais” também podem causar efeitos adversos e interações medicamentosas.
Quando a falta de concentração merece avaliação médica?
Dificuldades ocasionais de foco podem acontecer em períodos de estresse ou cansaço.
Entretanto, procure avaliação quando:
- O problema persiste por semanas ou meses;
- Existe prejuízo importante nos estudos ou no trabalho;
- A desatenção aparece em diferentes situações;
- Há sintomas intensos de ansiedade ou depressão;
- O sono está constantemente prejudicado;
- Surgem alterações importantes de memória;
- Existe suspeita de efeitos adversos de medicamentos.
O profissional poderá avaliar a necessidade de investigação clínica, acompanhamento psicológico ou outras intervenções.
Perguntas frequentes sobre concentração nos estudos
O que é bom tomar para melhorar a concentração nos estudos?
Água e bebidas com cafeína podem ter papéis diferentes. A hidratação ajuda a manter o funcionamento adequado do organismo, enquanto a cafeína pode aumentar temporariamente o estado de alerta em alguns adultos. Nenhuma delas substitui sono adequado e investigação das causas da desatenção.
Qual vitamina é boa para memória e concentração?
Vitaminas como a B12 são importantes para o funcionamento neurológico, mas a suplementação tende a fazer mais sentido quando existe deficiência ou indicação clínica. Tomar vitaminas sem necessidade não garante melhora do foco.
Café ajuda a memorizar melhor?
A cafeína pode aumentar temporariamente o estado de alerta, mas não garante melhor memorização. Seu excesso pode prejudicar o sono e aumentar a ansiedade.
Existe remédio para estudar melhor?
Existem medicamentos para condições específicas que afetam a atenção, como TDAH. Eles exigem avaliação e prescrição e não devem ser utilizados por pessoas sem indicação clínica apenas para estudar.
Ômega-3 melhora a concentração?
Os resultados científicos sobre suplementação de ômega-3 e atenção são inconsistentes. Não existe comprovação suficiente para recomendá-lo universalmente como estimulante cognitivo.
Canabidiol melhora a concentração?
O CBD tem sido estudado por seus possíveis efeitos sobre funções cerebrais, mas não há evidências clínicas suficientes de que melhore a concentração de estudantes saudáveis.
Cannabis medicinal pode ser uma alternativa para quem tem dificuldade de concentração?
A cannabis medicinal é uma alternativa terapêutica promissora em investigação para determinadas condições. Se a dificuldade de concentração estiver relacionada a um problema de saúde, um profissional poderá avaliar as opções apropriadas. Isso não significa que cannabis seja indicada diretamente para aumentar o foco.
CBD ajuda quem tem TDAH?
Ainda não existem evidências suficientes para considerar o CBD um tratamento estabelecido para os sintomas centrais do TDAH.
O que fazer quando não consigo estudar por causa da ansiedade?
Pode ser útil buscar avaliação profissional, organizar sessões menores de estudo e trabalhar estratégias para lidar com a ansiedade. O tratamento da condição de base pode ser mais importante do que procurar um estimulante.
Dormir pouco prejudica a concentração?
Sim. O sono insuficiente pode comprometer atenção, memória e outras funções necessárias ao aprendizado.
Afinal, o que tomar para melhorar a concentração nos estudos?
Se você procura algo para melhorar o foco, a primeira recomendação é compreender o motivo da dificuldade.
Café e chá podem aumentar temporariamente o estado de alerta. Vitaminas e suplementos podem ter indicação em situações específicas, mas não funcionam como soluções universais.
Quando existe uma condição clínica associada à desatenção, o tratamento precisa ser individualizado.
Nesse cenário, a cannabis medicinal continua sendo uma área promissora de investigação científica, especialmente por seu potencial em determinadas condições que podem interferir no bem-estar.
Entretanto, ainda não há comprovação de que o CBD aumente diretamente a concentração ou o desempenho acadêmico de pessoas saudáveis.
Na Vikura, acreditamos que entender as evidências, os benefícios potenciais e os riscos de cada alternativa ajuda você a tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde.
Quer conhecer o potencial da cannabis medicinal? Converse com um profissional habilitado para entender quais aplicações possuem evidências, quais ainda estão sendo estudadas e se existe alguma possibilidade adequada ao seu caso.
Este artigo é informativo e não substitui avaliação médica, diagnóstico ou tratamento profissional.