Canabinoides: Para Que Servem? Conheça CBD, THC e CBG

Categorias

Canabinoides: para que servem e quais são seus efeitos?

CBD, THC, CBG, CBN, CBC. Se você começou a pesquisar sobre cannabis medicinal, provavelmente já encontrou algumas dessas siglas.

Todas elas estão relacionadas aos canabinoides, substâncias capazes de interagir com diferentes sistemas do organismo e que despertam crescente interesse da ciência por seu potencial terapêutico.

Mas, afinal, para que servem os canabinoides?

A resposta depende de qual canabinoide estamos falando.

Alguns já possuem aplicações terapêuticas respaldadas por evidências clínicas em condições específicas. Outros apresentam resultados promissores principalmente em pesquisas laboratoriais ou com animais e ainda precisam ser melhor estudados em humanos.

CBD e THC são os mais conhecidos e pesquisados, enquanto compostos como CBG, CBN e CBC fazem parte de uma área de pesquisa que ainda está se desenvolvendo.

Neste artigo, você vai entender o que são os canabinoides, como eles atuam no organismo e o que a ciência já sabe sobre seus possíveis usos.

O que são canabinoides?

Canabinoides são compostos capazes de interagir direta ou indiretamente com o sistema endocanabinoide e outros alvos biológicos do organismo.

Quando falamos em cannabis medicinal, normalmente estamos nos referindo aos fitocanabinoides, ou seja, canabinoides produzidos pela planta Cannabis sativa.

Entre eles estão:

  • canabidiol (CBD);

  • tetrahidrocanabinol (THC);

  • canabigerol (CBG);

  • canabinol (CBN);

  • canabicromeno (CBC).

CBD e THC são os mais estudados, mas não são os únicos.

Uma revisão científica sobre o desenvolvimento dos canabinoides como agentes terapêuticos destaca que os fitocanabinoides exercem seus efeitos por meio de interações com o sistema endocanabinoide e outros mecanismos, mas o nível de evidência varia significativamente entre as diferentes substâncias.

Existem canabinoides dentro do nosso corpo?

Sim.

E essa informação ajuda a entender por que os canabinoides da cannabis conseguem produzir efeitos no organismo.

Existem três grandes grupos:

Fitocanabinoides

São encontrados em plantas, principalmente na Cannabis sativa.

CBD e THC são os exemplos mais conhecidos.

Endocanabinoides

São substâncias produzidas pelo próprio organismo.

Entre os mais conhecidos estão:

  • anandamida (AEA);

  • 2-araquidonoilglicerol (2-AG).

Eles participam do chamado sistema endocanabinoide.

Canabinoides sintéticos

São moléculas produzidas em laboratório capazes de atuar em vias relacionadas ao sistema canabinoide.

Alguns medicamentos aprovados internacionalmente, como dronabinol e nabilona, pertencem a essa categoria ou são relacionados estruturalmente aos canabinoides.

Portanto, falar em “canabinoide” não significa necessariamente falar apenas da planta cannabis.

O que é o sistema endocanabinoide?

O sistema endocanabinoide é uma rede de sinalização presente no organismo.

Ele inclui:

endocanabinoides, produzidos pelo próprio corpo;

receptores, como CB1 e CB2;

enzimas, responsáveis pela produção e degradação dessas moléculas.

Esse sistema participa da regulação de diferentes processos fisiológicos.

Pesquisas investigam sua participação em áreas como:

  • percepção da dor;

  • apetite;

  • memória;

  • humor;

  • resposta ao estresse;

  • sono;

  • processos imunológicos;

  • inflamação.

Isso não significa que qualquer alteração nesses processos possa ser tratada simplesmente utilizando cannabis.

A relação é muito mais complexa.

Cada canabinoide possui características farmacológicas próprias e pode interagir com diferentes alvos.

Para que servem os canabinoides?

Na medicina, os canabinoides são utilizados ou estudados em diferentes contextos terapêuticos.

Existem evidências mais estabelecidas para algumas situações específicas, enquanto outras aplicações continuam em investigação.

Por exemplo, nos Estados Unidos, a FDA aprovou uma formulação farmacêutica de CBD purificado para crises associadas a síndromes epilépticas específicas, além de medicamentos relacionados ao THC para determinadas situações envolvendo náuseas e vômitos decorrentes da quimioterapia e perda de apetite associada à AIDS.

Isso mostra uma diferença fundamental:

existir potencial terapêutico não significa que todos os canabinoides tratem todas as doenças.

A indicação depende da substância, formulação, concentração, condição clínica e evidência disponível.

Vamos conhecer os principais.

CBD: para que serve o canabidiol?

O canabidiol (CBD) é um dos canabinoides mais conhecidos da cannabis.

Ao contrário do THC, ele não produz a intoxicação característica popularmente associada ao “barato” da cannabis.

O CBD possui uma farmacologia complexa e não atua simplesmente ativando intensamente os receptores CB1.

Atualmente, uma das aplicações clínicas mais bem estabelecidas do CBD está relacionada a determinadas epilepsias.

A FDA aprovou uma formulação farmacêutica de CBD purificado para crises associadas às síndromes de Lennox-Gastaut e Dravet e ao complexo de esclerose tuberosa.

Além dessas aplicações, o CBD é pesquisado em diferentes contextos, incluindo:

  • ansiedade;

  • dor;

  • sono;

  • transtornos neurológicos;

  • processos inflamatórios;

  • transtornos relacionados ao uso de substâncias.

Mas é importante fazer uma distinção.

Ser objeto de pesquisa não significa ter eficácia comprovada para todas essas condições.

A própria FDA destaca que muitos produtos de CBD comercializados não passaram pelo mesmo processo de avaliação de segurança e eficácia de um medicamento aprovado.

THC: para que serve o tetrahidrocanabinol?

O tetrahidrocanabinol (THC) é outro importante fitocanabinoide.

Diferentemente do CBD, o THC possui efeitos intoxicantes e atua de maneira importante sobre receptores CB1.

Na medicina, THC e substâncias relacionadas a ele possuem aplicações específicas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a FDA aprovou medicamentos contendo dronabinol, uma forma sintética de delta-9-THC, para determinadas situações, incluindo náuseas e vômitos associados à quimioterapia quando tratamentos convencionais não foram suficientes e anorexia associada à perda de peso em pessoas com AIDS.

A nabilona, estruturalmente semelhante ao THC, também possui indicação para náuseas e vômitos relacionados à quimioterapia em determinadas circunstâncias.

Esses exemplos demonstram que o THC pode possuir utilidade terapêutica.

Mas também apresenta riscos e efeitos adversos que precisam ser considerados.

Dependendo da dose e da pessoa, pode provocar:

  • alterações de percepção;

  • prejuízo de memória e atenção;

  • alterações na coordenação;

  • ansiedade;

  • tontura;

  • sonolência;

  • efeitos cardiovasculares.

Por isso, THC e CBD não devem ser tratados como se fossem a mesma substância.

 

CBG: para que serve o canabigerol?

O canabigerol (CBG) é um dos chamados canabinoides menores e tem recebido cada vez mais atenção.

Ele é particularmente interessante porque seu precursor ácido, o CBGA, participa da biossíntese de outros importantes canabinoides na planta.

Por isso, às vezes você encontrará o CBG sendo chamado informalmente de “canabinoide mãe”.

Pesquisas pré-clínicas investigam possíveis propriedades do CBG relacionadas a diferentes processos biológicos.

Entretanto, quando comparado a CBD e THC, a evidência clínica em humanos ainda é consideravelmente menor.

Uma revisão de 2024 sobre os principais e os canabinoides menores destaca justamente a necessidade de diferenciar achados não clínicos de benefícios terapêuticos efetivamente demonstrados.

Portanto, alegações como “CBG trata inflamação”, “CBG trata ansiedade” ou “CBG substitui CBD” precisam ser vistas com cautela.

Há potencial científico sendo investigado, mas ainda existem muitas perguntas sem resposta.

CBN: para que serve o canabinol?

O canabinol (CBN) também vem ganhando espaço, especialmente em produtos comercializados com propostas relacionadas ao sono.

Mas existe um problema:

a popularidade comercial do CBN avançou mais rapidamente do que a evidência clínica disponível.

O CBN é formado, entre outros processos, a partir da degradação e oxidação do THC.

Pesquisas investigam suas propriedades farmacológicas, mas ainda há uma diferença grande entre:

“CBN está sendo estudado”

e

“CBN possui eficácia comprovada para determinada condição”.

Por isso, dizer simplesmente que “CBN é o canabinoide do sono” é uma simplificação que vai além das evidências disponíveis.

CBC: para que serve o canabicromeno?

O canabicromeno (CBC) é outro fitocanabinoide encontrado na cannabis.

Assim como acontece com CBG e CBN, existe interesse científico em compreender suas propriedades e possíveis aplicações.

Estudos pré-clínicos investigam diferentes mecanismos relacionados ao CBC.

Entretanto, a quantidade de evidências clínicas em humanos ainda é limitada.

Esse é um bom exemplo de por que precisamos ter cuidado com listas encontradas na internet dizendo:

“CBD serve para isso.”

“CBG serve para aquilo.”

“CBN serve para dormir.”

“CBC serve para inflamação.”

A farmacologia dos canabinoides é muito mais complexa e, para diversos compostos, a pesquisa ainda está em fases iniciais.

Qual é a diferença entre CBD e THC?

Essa é provavelmente a comparação mais importante para quem está começando a entender cannabis medicinal.

CBD

Não produz a intoxicação característica do THC e vem sendo investigado em diferentes contextos terapêuticos.

Possui evidência clínica robusta para indicações específicas relacionadas a determinadas epilepsias quando utilizado em formulação farmacêutica estudada.

THC

Possui propriedades intoxicantes e atua de maneira diferente sobre o sistema endocanabinoide.

THC e substâncias relacionadas possuem aplicações terapêuticas específicas, mas também podem provocar efeitos sobre cognição, percepção e coordenação.

Portanto:

CBD não é simplesmente “THC sem barato”.

São moléculas diferentes, com propriedades farmacológicas, efeitos e perfis de segurança diferentes.

 

 

Qual é o melhor canabinoide?

Não existe um “melhor canabinoide” para todas as pessoas.

Essa pergunta depende da finalidade clínica.

Um produto predominantemente à base de CBD pode fazer sentido em determinado contexto.

Em outro, o profissional pode avaliar uma combinação de canabinoides.

E, em diversas condições, cannabis medicinal pode não ser a opção mais adequada.

A escolha deve considerar:

  • condição clínica;

  • evidências disponíveis;

  • idade;

  • outros medicamentos;

  • histórico de saúde;

  • efeitos adversos;

  • concentração dos canabinoides;

  • presença de THC;

  • resposta individual.

Por isso, copiar a formulação utilizada por outra pessoa não é uma boa estratégia.

O que significa full spectrum?

Ao pesquisar produtos com canabinoides, você também pode encontrar termos como full spectrum, broad spectrum e isolado.

Full spectrum

São formulações que podem preservar diferentes componentes do extrato da cannabis, incluindo múltiplos canabinoides e outros constituintes da planta.

Dependendo do produto, pode existir THC.

Broad spectrum

Também pode apresentar diferentes componentes e canabinoides, mas possui perfil diferente em relação ao THC conforme a formulação.

Isolado

É uma formulação baseada predominantemente em um canabinoide isolado, como CBD.

Nenhuma dessas categorias significa automaticamente “melhor” ou “mais forte”.

A composição adequada depende do objetivo terapêutico e da avaliação profissional.

O que é efeito entourage?

Outro termo comum quando falamos de canabinoides é efeito entourage, ou efeito comitiva.

A hipótese propõe que diferentes componentes da cannabis poderiam interagir entre si e modificar seus efeitos quando utilizados em conjunto.

É uma hipótese relevante e bastante discutida na literatura científica.

Mas isso não significa que toda combinação de canabinoides seja automaticamente superior a um composto isolado.

Também não significa que “quanto mais canabinoides, melhor”.

A existência e a relevância clínica dessas interações dependem da composição, proporções, condição estudada e outros fatores.

Por isso, o efeito entourage não deve ser utilizado como uma promessa genérica de maior eficácia.

Canabinoides servem para dor?

Canabinoides vêm sendo amplamente estudados no contexto da dor, principalmente dor crônica.

Uma revisão abrangente sobre o potencial terapêutico da cannabis discute pesquisas envolvendo canabinoides em diferentes condições dolorosas e inflamatórias.

Entretanto, “dor” não é uma única doença.

Existem:

  • dores neuropáticas;

  • musculoesqueléticas;

  • inflamatórias;

  • oncológicas;

  • agudas;

  • crônicas.

As evidências e respostas podem variar de acordo com o tipo de dor, produto, proporção entre CBD e THC e características individuais.

Portanto, não é correto afirmar que “canabinoides são analgésicos naturais” como uma regra universal.

Canabinoides servem para ansiedade?

O CBD vem sendo investigado pelo seu potencial ansiolítico.

Existem resultados clínicos que despertam interesse, mas ainda há limitações relacionadas ao número de participantes, doses utilizadas e diferenças entre os estudos.

THC merece uma análise diferente.

Dependendo da quantidade e da susceptibilidade individual, ele pode inclusive provocar ou intensificar ansiedade em algumas pessoas.

Isso demonstra novamente por que não podemos falar dos “canabinoides” como se todos produzissem o mesmo efeito.

Canabinoides ajudam no sono?

Essa é outra área que recebe bastante atenção.

CBD, THC e CBN aparecem frequentemente em conteúdos relacionados ao sono, mas as evidências são diferentes para cada um deles.

Também é necessário compreender por que a pessoa não está dormindo.

Insônia pode estar relacionada a:

  • ansiedade;

  • dor;

  • hábitos de sono;

  • medicamentos;

  • condições clínicas;

  • transtornos do sono;

  • outros fatores.

Portanto, escolher um canabinoide apenas porque ele é popularmente chamado de “canabinoide para dormir” não substitui uma avaliação da causa do problema.

Canabinoides servem para epilepsia?

Aqui existe uma das evidências clínicas mais sólidas envolvendo CBD.

Uma formulação farmacêutica de canabidiol purificado possui aprovação da FDA para tratamento de crises associadas a:

  • síndrome de Lennox-Gastaut;

  • síndrome de Dravet;

  • complexo de esclerose tuberosa.

A FDA detalha essas indicações específicas do CBD.

Isso não significa que qualquer óleo de CBD seja automaticamente equivalente ao medicamento utilizado nos estudos.

Formulação, concentração, qualidade, dose e acompanhamento são fatores importantes.

Também não significa que CBD seja indicado para qualquer tipo de epilepsia.

Canabinoides têm efeitos colaterais?

Sim.

“Natural” não significa “sem risco”.

Os efeitos dependem do canabinoide, quantidade, formulação, outros medicamentos e características individuais.

No caso do CBD, a FDA alerta para possíveis efeitos adversos e riscos, incluindo:

  • sonolência;

  • alterações gastrointestinais;

  • alterações de enzimas hepáticas;

  • interações medicamentosas.

THC possui outro perfil e pode provocar alterações cognitivas, perceptivas e psicomotoras.

Por isso, a escolha de um produto precisa considerar não apenas o potencial benefício, mas também seus riscos.

Canabinoides podem interagir com medicamentos?

Sim.

Esse ponto é especialmente importante para o CBD.

O canabidiol pode interferir em enzimas envolvidas no metabolismo de diferentes medicamentos.

Dependendo da combinação, isso pode alterar a concentração de uma substância no organismo ou aumentar determinados efeitos adversos.

Esse é um dos motivos pelos quais você deve informar ao profissional todos os medicamentos e suplementos utilizados antes de iniciar cannabis medicinal.

Na Vikura, já abordamos individualmente interações entre canabidiol e medicamentos como sertralina, clonazepam e tramadol.

A avaliação deve considerar o tratamento completo, não apenas cada medicamento isoladamente.

Canabinoides são seguros?

Não existe uma resposta única.

Segurança depende de:

  • qual canabinoide;

  • concentração;

  • quantidade utilizada;

  • frequência;

  • idade;

  • condição clínica;

  • presença de THC;

  • outros medicamentos;

  • qualidade e composição do produto.

O CBD, por exemplo, pode provocar alterações hepáticas e interações medicamentosas.

Já o THC pode comprometer coordenação, atenção e percepção, além de apresentar riscos específicos em determinadas populações.

Por isso, “cannabis é natural” não deve ser utilizada como sinônimo de “cannabis é segura para todos”.

Como saber quais canabinoides existem em um produto?

Leia a composição e, quando disponível, consulte o Certificado de Análise (COA).

Um COA pode apresentar informações como:

  • quantidade de CBD;

  • quantidade de THC;

  • presença de outros canabinoides;

  • testes relacionados a contaminantes;

  • informações do lote.

Isso é especialmente importante porque dois produtos chamados simplesmente de “óleo de cannabis” podem apresentar composições completamente diferentes.

Na Vikura, temos um guia específico explicando como interpretar um COA de canabidiol e quais informações observar antes de escolher um produto.

Cannabis medicinal é regulamentada no Brasil?

Sim, mas o marco regulatório brasileiro passou por mudanças recentes.

Em 2026, a Anvisa publicou a RDC 1.015/2026, atualizando o marco de autorização sanitária para fabricação e importação de produtos de cannabis para uso medicinal humano que havia sido instituído pela RDC 327/2019.

A nova regulamentação entrou em vigor em maio de 2026.

Por isso, ao buscar informações sobre acesso a produtos de cannabis no Brasil, é importante consultar conteúdos atualizados e fontes oficiais da Anvisa, já que páginas antigas podem ainda mencionar apenas a regulamentação anterior.

Canabinoides precisam de prescrição?

Produtos utilizados medicinalmente estão sujeitos às regras sanitárias correspondentes à sua composição e modalidade de acesso.

Isso significa que a presença e concentração de diferentes canabinoides — especialmente THC — são relevantes para o enquadramento do produto.

Não escolha um produto apenas porque alguém recomendou determinada concentração na internet.

Prescrição e acompanhamento permitem considerar indicação, composição, quantidade, interações e possíveis efeitos adversos.

Afinal, para que servem os canabinoides?

Canabinoides são substâncias com diferentes efeitos biológicos e potencial terapêutico, mas suas aplicações dependem de qual molécula estamos falando e da qualidade das evidências disponíveis.

CBD e THC são os fitocanabinoides mais estudados.

O CBD possui aplicação clínica estabelecida em determinadas síndromes epilépticas, além de ser investigado em outras condições.

O THC e substâncias relacionadas possuem aplicações terapêuticas específicas, incluindo contextos de náuseas e vômitos relacionados à quimioterapia e alterações do apetite em indicações específicas.

Já CBG, CBN, CBC e outros canabinoides menores apresentam pesquisas promissoras, mas ainda possuem evidências clínicas humanas mais limitadas.

Uma revisão publicada na Pharmacological Reviews reforça justamente a importância de distinguir aquilo que já possui evidência clínica das descobertas provenientes de estudos pré-clínicos.

Portanto, a resposta para “qual canabinoide serve para mim?” não deve vir de uma lista encontrada nas redes sociais.

Se existe interesse em cannabis medicinal, o ideal é conversar com um profissional habilitado para avaliar sintomas, histórico de saúde, medicamentos utilizados e as evidências disponíveis para aquela condição.

Quanto mais você entende sobre os canabinoides, mais preparado fica para participar das decisões sobre sua própria saúde.

Perguntas frequentes sobre canabinoides

O que são canabinoides?

São substâncias capazes de interagir com diferentes alvos biológicos, incluindo componentes do sistema endocanabinoide. Podem ser produzidas pela cannabis, pelo próprio organismo ou sintetizadas em laboratório.

Para que servem os canabinoides?

Dependendo da substância, podem possuir aplicações terapêuticas específicas ou estar sendo pesquisados para diferentes condições. CBD e THC são os mais estudados, mas não possuem os mesmos efeitos nem as mesmas indicações.

Quais são os principais canabinoides?

Entre os fitocanabinoides mais conhecidos estão CBD, THC, CBG, CBN e CBC.

Qual a diferença entre CBD e THC?

CBD não produz a intoxicação característica do THC. Os dois possuem farmacologia, efeitos, riscos e níveis de evidência diferentes.

Qual canabinoide é melhor para ansiedade?

Não existe um canabinoide universalmente “melhor”. CBD vem sendo pesquisado por seu potencial ansiolítico, enquanto THC pode inclusive aumentar ansiedade em algumas pessoas. A escolha precisa ser individualizada.

Qual canabinoide é usado para dormir?

Diferentes canabinoides são pesquisados em relação ao sono, mas não existe uma resposta universal. CBN é frequentemente comercializado com essa proposta, embora as evidências clínicas ainda sejam limitadas.

Qual canabinoide é usado para dor?

CBD, THC e combinações de canabinoides são pesquisados para diferentes condições dolorosas. A evidência varia conforme o tipo de dor e a formulação utilizada.

CBG e CBN têm benefícios comprovados?

Existem resultados pré-clínicos e pesquisas emergentes, mas a evidência clínica para CBG e CBN ainda é muito mais limitada quando comparada às aplicações mais estabelecidas de CBD e THC.

Canabinoides têm efeitos colaterais?

Sim. Os efeitos variam conforme a substância. CBD pode causar sonolência, alterações gastrointestinais, interações medicamentosas e alterações hepáticas em determinados contextos. THC possui efeitos intoxicantes e pode alterar cognição, coordenação e percepção.

Todo produto de cannabis tem THC?

Não. A composição varia significativamente. Existem formulações predominantemente à base de CBD, combinações de diferentes canabinoides e produtos que contêm THC em diferentes concentrações.

Mantenha-se atualizado

Junte-se a nossa Newsletter

*Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento

Materias relacionados

Mantenha-se atualizado

Junte-se a nossa Newsletter

*Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento

O tratamento com cannabis medicinal pode ser a solução: