5 Hábitos Essenciais para Proteger o Coração

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Doenças cardiovasculares: 5 hábitos essenciais para prevenção e saúde do coração

Cuidar da saúde do coração é fundamental para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Embora frequentemente associadas ao envelhecimento, essas condições também afetam jovens e adultos expostos a fatores de risco como estresse, sedentarismo, alimentação inadequada e rotina profissional intensa.

Neste guia completo, você vai entender o que são doenças cardiovasculares, suas causas, sintomas, formas de prevenção e cuidados que podem contribuir para uma vida mais saudável e equilibrada.


Quais são as doenças cardiovasculares?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as doenças cardiovasculares representam cerca de 31% de todas as mortes globais, sendo a principal causa de óbito no mundo. Estima-se que aproximadamente 85% dessas mortes ocorram devido a infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Entre as principais categorias de doenças cardiovasculares estão:

  • Doença coronariana: afeta os vasos sanguíneos que irrigam o coração;

  • Doença cerebrovascular: compromete a circulação sanguínea no cérebro;

  • Doença arterial periférica: atinge vasos sanguíneos dos membros;

  • Cardiopatia reumática: danos ao coração decorrentes de infecção bacteriana;

  • Cardiopatias congênitas: alterações estruturais presentes desde o nascimento;

  • Trombose venosa profunda e embolia pulmonar: formação de coágulos que podem atingir pulmões e coração.

Sintomas silenciosos

Muitas doenças cardiovasculares evoluem sem sintomas aparentes, o que dificulta o diagnóstico precoce. No entanto, alguns sinais exigem atenção imediata:

  • Dor ou pressão no peito;

  • Falta de ar;

  • Alterações nos batimentos cardíacos;

  • Desmaios ou tonturas;

  • Inchaço nas pernas ou pés.

Caso esses sintomas apareçam, procure atendimento médico rapidamente.

                                             

Quais são as doenças cardiovasculares que mais matam?

Dados recentes do estudo Global Burden of Diseases (GBD) apontam que cerca de 400 mil brasileiros morreram em 2022 devido a doenças cardiovasculares. Entre as principais causas estão:

  • Hipertensão arterial;

  • Doença arterial coronária;

  • Infarto agudo do miocárdio;

  • Acidente vascular cerebral (AVC).

Infarto e AVC somam aproximadamente 76% das mortes cardiovasculares.

Além disso, especialistas destacam que fatores como obesidade, diabetes tipo 2 e sedentarismo têm contribuído para o aumento dessas doenças em faixas etárias cada vez mais jovens.

 

Principais causas das doenças cardiovasculares

As causas podem ser multifatoriais e incluem:

  • Predisposição genética;

  • Alimentação rica em gorduras, açúcar e ultraprocessados;

  • Sedentarismo;

  • Tabagismo e álcool em excesso;

  • Estresse crônico e privação de sono;

  • Doenças associadas como diabetes e hipertensão.

Fatores psicossociais também desempenham papel importante, como pressão profissional, insegurança financeira e dificuldades emocionais, que podem desencadear alterações hormonais prejudiciais ao sistema cardiovascular.

                                                                 

Como diagnosticar doenças cardiovasculares?

O diagnóstico normalmente envolve:

  • Avaliação clínica e histórico do paciente;

  • Eletrocardiograma (ECG);

  • Ecocardiograma;

  • Exames laboratoriais;

  • Teste ergométrico;

  • Exames de imagem (tomografia ou ressonância).

Consultas preventivas periódicas são essenciais, especialmente após os 35 anos ou quando há histórico familiar de doenças cardíacas. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz.

 

5 hábitos que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares

1. Alimentação equilibrada

Uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, fibras e gorduras boas pode reduzir significativamente o risco de infarto.

Priorize:

  • Alimentos integrais;

  • Vegetais variados;

  • Proteínas magras;

  • Gorduras saudáveis como azeite e oleaginosas.

Evite:

  • Ultraprocessados;

  • Excesso de açúcar e sal;

  • Gorduras trans.

Dietas como a mediterrânea têm forte evidência científica na proteção cardiovascular, sendo ricas em peixes, azeite, vegetais e grãos integrais.

 

2. Hidratação adequada

Beber água regularmente ajuda na circulação sanguínea e na regulação da pressão arterial. A OMS recomenda cerca de 2 a 3 litros de água por dia, dependendo das condições individuais.

A hidratação adequada também contribui para controle da temperatura corporal, função renal e redução da fadiga, fatores indiretamente ligados à saúde do coração.

 

3. Prática regular de exercícios físicos

Atividade física fortalece o coração, melhora a circulação e reduz fatores de risco como obesidade e hipertensão.

Algumas boas opções incluem:

  • Caminhada e corrida;

  • Natação;

  • Dança;

  • Bicicleta;

  • Exercícios funcionais.

A recomendação geral é pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa, conforme diretrizes internacionais de saúde.

 

4. Evitar cigarro e consumo excessivo de álcool

O tabagismo danifica vasos sanguíneos e aumenta significativamente o risco de infarto e AVC. O consumo excessivo de álcool também eleva a pressão arterial e pode causar arritmias.

Parar de fumar traz benefícios rápidos: em poucos meses já há melhora da circulação e redução do risco cardiovascular.

 

5. Controle do estresse e saúde mental

Estresse contínuo pode aumentar a pressão arterial, desencadear inflamações e afetar diretamente a saúde cardíaca.

Algumas estratégias:

  • Meditação e mindfulness;

  • Terapia psicológica;

  • Exercícios físicos;

  • Sono de qualidade;

  • Tempo para lazer.

Práticas integrativas como yoga, respiração consciente e técnicas de relaxamento têm sido cada vez mais recomendadas para equilíbrio cardiovascular.

                         

Existe “melhor remédio” para o coração?

Não existe um único medicamento ideal para todos. O tratamento depende do diagnóstico e deve ser sempre orientado por um médico.

Podem ser utilizados:

  • Anti-hipertensivos;

  • Estatinas;

  • Anticoagulantes;

  • Medicamentos para arritmias.

 A adesão ao tratamento e o acompanhamento médico contínuo são fundamentais para evitar complicações e garantir eficácia terapêutica.

 

Cannabis medicinal e saúde cardiovascular

Além dos tratamentos convencionais, cresce o interesse científico no potencial terapêutico da cannabis medicinal. Estudos indicam propriedades anti-inflamatórias, ansiolíticas e reguladoras do estresse, fatores que podem impactar indiretamente a saúde cardiovascular.

Embora promissora, a cannabis medicinal deve sempre ser utilizada com prescrição médica e acompanhamento especializado, especialmente em pacientes com doenças cardíacas.

                       

FAQ — Perguntas frequentes sobre doenças cardiovasculares

Quais são os primeiros sinais de problemas no coração?

Dor no peito, falta de ar, cansaço excessivo, palpitações e tonturas podem indicar alterações cardíacas e devem ser avaliados por um médico.

Jovens podem ter doenças cardiovasculares?

Sim. Sedentarismo, má alimentação, estresse e genética aumentam o risco mesmo antes dos 40 anos.

Qual exame detecta problemas no coração?

Eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço e exames de sangue são os mais comuns.

Exercício físico realmente previne infarto?

Sim. A prática regular reduz pressão arterial, colesterol e melhora a circulação.

Cannabis medicinal pode ajudar na saúde do coração?

Pode auxiliar no controle do estresse e inflamação, mas deve ser usada apenas com orientação médica.

Mudanças simples no estilo de vida conseguem reduzir significativamente o risco cardiovascular, sendo muitas vezes mais eficazes do que intervenções isoladas.

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